Eu sabia que isso mais cedo ou mais tarde viria. Vem sempre depois do tô ótimo, melhor do que nunca. Vem sempre depois do tô aliviado, do melhor assim. E então, quando abafa o grito alegre, abaixa o tudo de bom que sou, recolhe a corrida pelo nem é comigo, chega essa notícia insuportável me lembrando que ficamos pra trás. Chega o anúncio repetitivo do não vai ser nunca. A sensação sufocante de que nada vai mudar a meu favor e de que eu tenho que me conformar em te amar mas não te ter. Deixar a dor vir é como receber o jornal de amanhã com notícias velhas. E vem essa vontade de ir até a serralheria do meu bairro, com cortantes apodrecidos, e pedir: serra eu até eu ficar como ele quer? Serra eu? Tem como me fazer do tamanho que não afasta? Tem como me fazer na medida do que encaixa perfeita e eternamente?
JYLF ♥

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