sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011


Todos os dias quase morro de tanto que quero viver. E eu tô quase acabando com o meu amor por mim, de tanto que eu quero que você me ame. Percebe? Eu apenas continuo querendo ter uma família grande, café da manhã, Natal, cachorro. E eu apenas continuo desejando que você seja o pai dessa família e não o Daniel, o Diego, o Fernando, o Roberto ou qualquer outro cara qualquer. O mundo é cheio de opções sem você, mas todas elas me cheiram azedas e murchas demais. Eu apenas continuo querendo escrever uma vida com você, mas acho que você não suportaria toda essa fragilidade disfarçada em arrogância. Assim como eu detesto sua indiferença acompanhada do seu olhar de “me esquece”. Aliás, eu detesto você saindo pela porta e as paredes se fechando, se fechando, e eu sem poder berrar para, pelo amor de Deus, você me resgatar, e me colocar no colo, e me dizer que você entende tudo isso aqui dentro de mim.

Mas eu fico só, permaneço só. E estou só porque, enquanto eu penso tudo isso, você impõe aos quatro ventos, querendo se afirmar muito forte e macho para seu grupinho muito forte e macho, que você pode simplesmente abaixar meu som ou mudar meu canal com o seu silêncio indiferente.

Eu hoje fui ao banheiro duzentas vezes para ficar longe do meu computador, da internet e dos seus conhecidos, ficar longe de todas as possibilidades da sua existência. Me olhei no espelho bem profundamente para tentar reencontrar minhas raízes e ganhar força, Chorei algumas vezes, fiquei sentado no chão do banheiro, para ver se meu corpo encontrava o eixo. Estar sozinho, longe de você, não muda nada, conheço bem esse estado. O que me entristece é ter visto em você o sonho de uma história contada sempre com a mesma intensidade individual. Eu tinha visto na sua solidão uma excelente amiga para a minha solidão. Achei que elas pudessem sofrer juntas, enquanto a gente era feliz.

JYLF

Nenhum comentário: